Resenha | 14 sai no haha: Aisuru tame ni Umaretekita

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Olá! Espero que tenha passado uma virada de ano maravilhosa e com um monte de gente querida por perto!

Resolvi abrir 2017 falando desse dorama que assisti faz um tempo e que conquistou meu coração! 14 sai no haha: aisuru tame ni umaretekita (literalmente "Mãe aos 14 anos: nasci para te amar") é um dorama muito emocionante, e a atriz de 13 anos demonstra muita maestria ao interpretar a protagonista e nos mostrar, com sua atuação, o quanto a vida é uma luta. Mas vamos à sinopse, sim?

Sinopse

Ichinose Miki (Mirai Shida) é uma adolescente de 14 anos que vê toda sua vida mudar quando engravida de Kirino Satoshi (Haruma Miura), que é apenas um ano mais velho do que ela. Apesar de todos de seu convívio a pressionarem para fazer um aborto, Miki decide levar essa gestação até o fim e enfrentará vários obstáculos para ter esse bebê.


Se você é uma pessoa que como eu se interessa, não apenas por animes e mangás, mas também pela cultura do Japão, esse dorama pode te dar várias perspectivas de como é a sociedade japonesa. Como eu disse na sinopse, Miki sofre pressão da família, amigos, professores e vizinhos para que opte pelo aborto, que é legalizado no Japão e absolutamente normal por lá.

Na cultura japonesa uma gestante adolescente não é bem vista. Não é como uma garota de 14 anos engravidando no Brasil (o que é comum). Por isso a decisão de Miki de levar essa gestação até o fim é uma grande prova de coragem, porque ela sabe que para que essa criança possa nascer, terá que abrir mão de escola, amigos, e que isso afetará sua família também. É angustiante passar por tudo isso ao lado dela, aqui do outro lado da telinha, e é impossível não torcer para que tudo saia conforme os planos de Miki.

Outro aspecto da cultura oriental que esse dorama mostra bem é o papel do professor. É claro que quem vê sempre anime deve ter notado o quanto os professores são importantes e respeitados, mas o mais importante de tudo é o quanto eles se sentem responsáveis pelos seus alunos. E eu, como futura professora, me sinto inspirada vendo aqueles professores sendo divos!

E a última lição que esse dorama deixa é para aquelas pessoas que confundem o quanto os japoneses são reservados com frieza e indiferença. O amor que Miki sente por Satoshi, ou o quanto luta por aquela vida que carrega dentro de si, entre outras coisas demonstram que o que existe no Japão é uma forma de amar diferente da nossa forma, aqui do outro lado do mundo. Assim, com um olhar crítico, podemos ver que nada é perfeito e que podemos aprender muito observando culturas diferentes da nossa. 



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