Minha primeira tatuagem e o espírito ganbatte

28 maio 2017

No início desse mês de maio eu finalmente fiz minha primeira tatuagem. Há anos que quero fazer ela, mas sempre dava errado - ou por falta de dinheiro, ou de coragem. Quando soube que iam liberar o FGTS inativo, já sabia 3 coisa que iria fazer com esse dinheiro: fazer uma tatuagem, comprar meu primeiro sapato lolita e pagar meu intercâmbio. Já fiz as duas primeiras coisas e pretendo que a terceira logo seja nosso assunto por aqui. 

Por agora, vamos para a tatoo. Nela está escrito ganbatte em hiragana. Muitas traduções adaptam a expressão ganbatte kudasai para "boa sorte". Se formos comparar, no Japão eles desejam ganbatte kudasai em situações que nós, brasileiros, desejamos "boa sorte". Mas ganbatte não significa "boa sorte". A tradução literal de ganbatte é "se esforce", a de kudasai é "por favor".

Não é segredo para ninguém que eu amo muito a cultura japonesa, e uma característica marcante nela é o espírito ganbatte. O povo japonês é determinado, eles são esforçados e acreditam que com o esforço podemos fazer qualquer coisa; ser qualquer coisa.

Estou super contente com a tatoo. Mais do que uma escrita em letras estrangeiras em minha pele, ela é um lembrete: se esforce! Se você não desistir, você vai chegar lá. E essa é a mensagem que quero passar para vocês também: ganbatte!



Lady Thaw
É uma sonhadora, amante de livros e literata. Adora cantar, dançar, ler e conversar. Um dia terá um gato preto chamado Plutão.





Título - ainda indefinido

14 maio 2017
https://goo.gl/8DNGx7

Em alguns momentos as coisas são mais difíceis do que o normal. Parece que as pequenas e grandes tarefas formam  um amontoadinho que se torna indivisível. Você sabe que talvez - e só talvez - dê para escrever cada coisa que precisa ser feita. Você sabe, ou acha que sabe, que dá para classificar por ordem de relevância; as coisas mais complexas primeiro. Mas tem certeza de que não irá conseguir. Falta alguma coisa, você sabe. As pessoas a sua volta continuam sorrindo, seus fones de ouvido tocando músicas que todo mundo acha legal e que você nunca ouviu falar sobre. E os olhares... comentários... São para você? São de você? Não tem como saber e isso te incomoda. Você não quer falar, explicar, sentir. E ao mesmo tempo, quer por para fora algo que não tem nome.

Tudo é lento e bagunçado.

Você dobra o papel vagarosamente e com uma delicadeza desnecessária. Tem medo que quebre. Você escreve, pensa, porém não entende. E não há nada para ser entendido. Não há nada para pensar sobre. Não há segredos ou caminhos. Você apenas está.



Lady Thaw
É uma sonhadora, amante de livros e literata. Adora cantar, dançar, ler e conversar. Um dia terá um gato preto chamado Plutão.





O que não te contaram sobre relacionamentos

10 maio 2017
https://goo.gl/TuaF7e
Você provavelmente conhece a sensação de que está sozinho no mundo e de que não existe alguém nesse vasto universo para você. Quem nunca ouviu a piadinha sobre a existência de uma tampa para toda panela, mas que você é uma frigideira? É, eu também já me senti assim e aprendi uma coisinha ou outra com a vida.


Lady Thaw
É uma sonhadora, amante de livros e literata. Adora cantar, dançar, ler e conversar. Um dia terá um gato preto chamado Plutão.





Vazio

04 maio 2017

 Estou aqui nesta sala de aula, escrevendo num caderno e ouvindo sem ouvir a voz da professora, e pouco a pouco, descubro de momento a momento, que minha vida — cuja existência nunca fora nem extraordinária ou importante —, agora, desenlaça-se em vazio. Algo nem tão incomum para mim, sendo esta realidade já presente há tantos anos que talvez eu nunca tenha vivido sem essa sensação de fato; a verdade é de que enquanto as cadeiras se arrastam pelo chão, rangem misturadas aos gritos eufóricos de estudantes, a sensação sempre guardada comigo começa a tomar forma e a expulsar aquele resto que eu tão preciosamente guardara.   

 Desde manhã bem cedo estou com uma torrada no estômago, o pouco que obriguei-me a comer. Cheguei sem falar com ninguém verdadeiramente, e na última carteira refugio-me e ignoro o resto, ao mesmo tempo em que sei que para todos eles, eu sou o resto. Talvez a sensação tenha se desdobrado por completo quando observei todos os outros, os estudantes desatentos desenhando ou no celular, os estudantes anotando no caderno, aqueles que só olhavam a professora explanar, eu os via sem ser vista, vi suas expressões tranquilas, despreocupadas, e num rompante, pego-me pensando qual fora a última vez em que estive desse jeito. Pensando na matéria, em coisas tolas ou em coisas realmente importantes. Qual fora a última vez em que pensei noutra coisa além de aparentar normalidade?

 A professora bate na lousa com o giz e ele se quebra, os pedaços caem no chão.

 Estou rodeada  por muitos porém consolada por nenhum. E aqui, vejo gotas d'água caindo nesta folha, rapidamente enxugo com a manga da blusa, rasgando a folha no processo. São gotas vindas do ar condicionado acima de mim. Meu rosto está seco como sempre esteve e sempre controlarei para estar. Por que chorar quando não há motivo para chorar?

 Escrevo agora não pelo amor às palavras, tampouco pela inspiração que outrora ousei acreditar que existisse.O que impulsiona-me não são os sentimentos, mas a ausência deles. Estou corrompida por nada sentir e não preocupar-me com isso; a vaziez que agora se desdobra por todo o meu corpo é familiar e, de algum modo, irresistível. Como se eu sempre tivesse pertencido à ela.

 O sinal para o intervalo toca, mas eu não me levanto. 

 Fico aqui, sentada, olhando e pensando na folha rasgada e na minha própria existência. Acabo por pensar na inutilidade de ambas.


  

Alana Campanha
Há milênios perdida nesta Terra, sobrevive de histórias feitas por seus habitantes. Ama escrever, criar tramas surreais e se aventurar pela literatura. Apaixonada por Doctor Who, sonha em viajar por esse mundo um dia desses.





Promoção de Aniversário | Resultado!

30 abril 2017

 Olá, pessoal! Depois de semanas esperando pelo nosso adorado aniversário e o aguardado sorteio, finalmente temos nosso sortudo. Ficamos muito felizes com todas as inscrições, e agradecemos a todos. Agora, quem levará para casa o livro Os Treze Porquês (Thirteen Reasons Why) de Jay Asher é: Carla Almeida! Parabéns, Carla. Esperamos do fundo do coração que goste do livro e que ele te acrescente, pois sua história é muito relevante nos dias de hoje!
 Quem não ganhou não fique triste, pois ainda teremos muitos sorteios pela frente, esse foi o primeiro de muitos. Que esses dois anos se tripliquem, quadrupliquem, pois a Literatura é, e sempre será, nossa paixão. Por isso, fiquem conosco, indiquem o Blog para seus amigos que também amam livros como vocês (ou quadrinhos, ou mangás, pois toda forma de leitura é válida!). E, claro, agradecemos a todo mundo por estar aqui com a gente! Até a próxima :)  




Alana Campanha
Há milênios perdida nesta Terra, sobrevive de histórias feitas por seus habitantes. Ama escrever, criar tramas surreais e se aventurar pela literatura. Apaixonada por Doctor Who, sonha em viajar por esse mundo um dia desses.
 
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